Alunos da Escola Estadual Betina Tavares, em Nossa Senhora do Livramento, apresentaram suas produções em mídia para a comunidade.
A Escola Estadual Betina Tavares, no município de Nossa Senhora do Livramento, realizou neste sábado a 1ª mostra do projeto “Tocando o Futuro: Comunicação e Cultura Científica”. Os alunos participantes produziram filmes em curta-metragem e fotografias, que foram exibidos à comunidade, despertando olhares interessados de quem assistia. Também foi lançado o jornal “O Cerrado”, produzido por estes jovens, com idades entre 12 e 18 anos. O evento marcou o encerramento da primeira etapa do projeto.
A ação consiste em compartilhar o conhecimento sobre produção midiática com jovens estudantes de três comunidades rurais do pantanal mato-grossense – Barão de Melgaço, Nossa Senhora do Livramento e Santo Antônio do Leverger. Os trabalhos consistem em oficinas de produção de roteiro, fotografia, filmagem e jornalismo. Em Livramento, participam cerca de 40 alunos da Escola Estadual Betina Tavares.
“Tenho gostado muito do projeto, aprendido muitas coisas. Na próxima etapa eu espero fazer mais coisas legais, principalmente na internet”, conta Rayane Paula, 14 anos.
Lucileide Silva de Oliveira, coordenadora pedagógica da escola, diz que a ação tem motivado os jovens pelos estudos. A educadora conta que a maior dificuldade enfrentada pela escola é gerar interesse pelos estudos. “A gente vê diferença na assiduidade. Por exemplo, eu tinha um aluno quase não vinha mais à escola. Desses dois meses pra cá, ele tem participado mais. Hoje mesmo, passou o dia inteiro aqui ajudando na produção do evento. Esse projeto ajuda a pensar além do que temos aqui na comunidade, a buscar algo novo para a vida deles”, conta a educadora.
A comunidade se espremia para assistir aos filmes produzidos pelos alunos, projetados no pátio da escola, que se tornou pequena para as mais de 150 pessoas presentes. Pais e familiares observavam atentamente o trabalho, sempre com um sorriso no rosto. Para eles, o projeto dá uma oportunidade e amplia a visão de mundo desses jovens.
“Me sinto muito orgulhosa da participação da minha filha [Rayane] nesse projeto. Não é toda vez que bate uma oportunidade dessa na nossa porta, então quando bate a gente tem que agarrar. Vejo para ela um futuro bem diferente de muitas coisas que vivi”, emociona-se Cristiane Pedrosa, 35 anos, dona de casa.
No evento foram apresentadas as fotografias e filmes produzidos pelos jovens e documentários da TV Universidade. Os palhaços Ronis e Tonis animaram a festa e quebraram o clima sério após a exibição. O Grupo MADA fez uma apresentação de música medieval ao som de flautas doces. Em seguida, os jovens que participam do projeto “Tocando o Futuro” fizeram uma apresentação de Siriri e Cururu, para fechar a noite de artes, cultura e ciência.
MÚSICA ANTIGA - O Grupo de Música Antiga do Departamento de Artes, conhecido popularmente como Grupo MADA, surgiu no começo do ano passado, liderado pela professora Eda do Carmo Pereira, mestre em Educação. O grupo é composto por 13 alunos e duas professoras, que interpretam músicas de Guillaume de Machaut, Johann Schmelzer, entre outros. “Era um sonho antigo meu e de alguns alunos, porque dou aulas de flauta, que tem seu auge no período medieval renascentista até o barroco. Então começamos com esse intuito, de estudar música medieval, renascentista e barroca. E fazemos apresentações também, porque nos articulamos em ensino, pesquisa e extensão”.
Para o futuro, o grupo pretende lançar uma coletânea de músicas antigas, com análise das partituras e uma contextualização história. Ainda não há data prevista para o lançamento. A professora também aproveita para convidar a todos para participar do colóquio sobre Música Antiga que acontecerá no dia 24 de julho, a partir das 17h, no auditório do Instituto de Linguagens da UFMT.
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| Moradores das comunidades de Nossa Senhora do Livramento se reuniram para conhecer as produções feitas pelos jovens participantes do projeto e para assistir às apresentações. |
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| Os palhaços Tonis e Ronis fizeram a platéia se desdobrar em gargalhadas. |
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| O Grupo MADA levou um repertório antigo e emocionante. |


